Olá galera!

Criamos esse espaço para que seja um cantinho onde todos os jovens possam compartilhar suas opiniões, críticas, sugestões, sobre os diversos aspectos que os cercam no dia-a-dia de suas vidas e que dificilmente têm com quem partilhar e opinar.

Chega de papo, vamos à luta!

Um grande abraço a todos!
José Vicente Ucha Campos

Contato: jvucampos@gmail.com



terça-feira, 10 de maio de 2011

COMO É O CÉU ?

O céu não é um lugar como aqui na terra. Aliás o céu não é um lugar físico, mas um estado de espírito.


O céu é a palavra usada para significar a total realização da pessoa humana que se encontra com Deus e vive em plena comunhão com Ele! Tudo o que sonhamos de perfeito, de santo, de alegria, de plena realização e de felicidade plena e completa, é o céu!


O Apóstolo Paulo diz assim: “Aquilo que o olho jamais viu, o ouvido jamais ouviu, nem jamais o coração do homem sentiu: isto Deus preparou para aqueles que o amam”. (1Cor 2,9). De modo que não dá para falar do céu do mesmo jeito que falamos da terra. Trata-se de outra realidade, em outra situação que não pode ser comparada com a vida que temos aqui na terra. Só saber que estamos com Deus supera tudo, supera todas as experiências que podemos fazer e sentir aqui neste mundo.


Por isso, não precisamos ficar preocupados em saber como é o céu. Não importa muito a forma que você imagina o céu, desde que você tenha a consciência de que seja a "morada eterna de todos nós e onde Deus é o centro de tudo e só Ele nos basta, onde a felicidade é completa e onde sentiremos o verdadeiro amor de Deus em toda a sua plenitude".


Mas, para alcançarmos o céu, precisamos sim viver bem aqui, com justiça e com amor fraterno, e seguindo os ensinamentos deixados por Jesus Cristo, pois Ele mesmo nos disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Aí sim, estaremos antecipando enquanto possível aquilo que será o céu!

Viver santa e justamente é o caminho certo para o céu!


Crer no céu, caríssimos jovens, é crer na vida eterna. É crer que após a nossa morte, teremos a grande e maravilhosa possibilidade de sermos felizes para sempre ao lado da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora, a nossa mãezinha, e de todos os anjos e santos de Deus. Muitos deles, nossos parentes que já faleceram.

Essa é a grande esperança do católico: A ressurreição, após a nossa morte e a vida eterna, no céu!

Fonte: Blog Alicerçando a Fé (www.alicercandoafe.blogspot.com)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

VOCAÇÃO SACERDOTAL – PROPOSTA AOS JOVENS

Queridos jovens amigos, a nossa proposta para vocês hoje, é para pararem um pouco as atividades que estiverem fazendo e darem um tempo em suas vidas agitadas, muitas vezes conturbadas e muitas vezes indecisas, para pensarem um pouco em seus futuros.
Com certeza, muitos de vocês ou todos, já pensaram em algum momento de suas vidas em como seria seu futuro. Quem nunca pensou:
- “O que eu quero ser na vida?”
- “O que eu posso ser na vida?”
- “Que rumo eu devo tomar na vida?”
- “Será que eu quero me casar, ter esposa e filhos?” 
- “Que profissão eu devo seguir?” E assim vai...

Eu agora queria lhes colocar mais uma alternativa de futuro. Você já pensou alguma vez em ser um sacerdote? Em dedicar a sua vida inteiramente a Jesus e à sua Igreja?
Você já pensou alguma vez em se dedicar a evangelizar, ministrar os sacramentos, celebrar a Eucaristia e ser um legítimo representante de Cristo aqui na terra?

Será que alguns de vocês nunca tiveram um lampejo de dúvida sobre seguir a vida sacerdotal? Ou será que você, neste momento, está em dúvida, esperando um sinal de Deus para ver que rumo dar a sua vida?

Não é pretensão minha influenciá-lo na decisão, mas, simplesmente colocar mais algumas informações, para que você possa fazer um discernimento , sob a ação do Espírito Santo de Deus, que o leve a decidir de forma natural e definitiva.

Querido jovem, eu gostaria de contar um caso que aconteceu com um amigo meu há alguns anos atrás. Vamos lá:

Era um jovem de uns 23 ou 24 anos, engenheiro eletroeletrônico, trabalhando numa grande companhia brasileira da área de geração de energia elétrica e tinha um irmão que era gerente de alto escalão que trabalhava na mesma companhia, embora em outro município.
Esse jovem, foi quem ministrou o meu treinamento profissional, quando eu também entrei nessa mesma empresa, também com 23 anos de idade. Foi ele quem ensinou a mim e a outros engenheiros tudo sobre o funcionamento de uma empresa de geração de energia, incluindo os diversos tipos de geração, suas máquinas, processos, procedimentos diversos e muito mais.
Após o treinamento, que levou meses, fomos trabalhar na área de produção e passamos a ser colegas de trabalho daquele jovem engenheiro.
O tempo foi passando e ele começou a galgar postos de gerência na empresa. Mas um dia, quando eu e outros engenheiros estávamos prestando serviço em um outro estado, pela nossa companhia, recebi a notícia de que deveria retornar ao meu local de trabalho original, pois teria que cobrir os serviços que eram realizados por aquele engenheiro que nos tinha treinado. O motivo me foi colocado de forma seca e rápida: “Ele largou tudo para ser padre.”
Os comentários foram os mais diversos possíveis, pois ninguém entendia como um jovem formado em engenharia, com todas as possibilidades de crescimento em sua carreira, que com certeza assumiria altos cargos de chefia e inclusive realizaria várias viagens para o exterior e muito mais, que tinha em torno de uns 27 anos (jovem, mas que na situação dele, já estava com a sua vida arrumada e decidida), de repente, larga tudo para ingressar num seminário, para ser um padre.
Eu mesmo, na época, confesso que fiquei meio surpreso. E assim se foi... Inclusive perdi contato com ele, pois quando cheguei da viagem e do estado onde estava, aquele meu amigo já havia saído da empresa e nunca mais consegui achá-lo.
Muitos anos depois, fiquei sabendo por um amigo em comum, que aquele meu amigo, ex-engenheiro, já havia se ordenado sacerdote e que estava trabalhando numa paróquia na região de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Fui procurá-lo por diversas vezes, mas, sempre que chegava num lugar onde ele havia estado, já tinha saído e estava fazendo alguma atividade longe dali.
Um belo dia, eu estava trabalhando no meu local de trabalho, já como gerente (possivelmente se aquele meu amigo tivesse continuado na empresa, o lugar seria dele), quando me ligaram da portaria dizendo que havia um padre no portão que queria falar comigo. Mandei entrar imediatamente. Grande foi a minha surpresa e alegria quando deparei com o meu amigo, ex-engenheiro, e agora sacerdote.
Ele fez questão de visitar toda a nossa companhia e rever alguns colegas de trabalho que ainda estavam lá. Ficou muito emocionado, e, foi quando falou algo que me deixou muito impressionado e alegre.
Ele falou sobre a sua satisfação e alegria em ser um sacerdote. Nos disse que a sua vocação havia aflorado dentro de si, mas ele ficava em dúvida em largar tudo o que tinha e que teria para se dedicar a algo que na verdade não sabia como seria. E, nos falou que foi a coisa mais certa que fez na vida, que nunca se arrependeu, e, que estava muito alegre e feliz, e mais, estava totalmente completo, pois no tempo que exercia a profissão de engenheiro, sentia sempre um vazio em sua vida.
A partir daquele momento nunca mais o perdi de vista, e sempre vou até a sua paróquia, que fica em outro município que não o Rio de Janeiro, para assistir às suas Missas, que diga-se de passagem, são maravilhosas. O meu amigo padre é um excelente sacerdote, muito amado por seus paroquianos. Faz um excelente trabalho pastoral, missionário e social na região da sua paróquia.
Ah, faltou dizer, que ao tomar a decisão que mudou a sua vida, o meu amigo teve de abrir mão do seu noivado (é..., ele era noivo de uma moça, que entendeu o seu chamado e a sua vocação e hoje é sua amiga) e de seus bens (carro, apartamento, casa onde pensava em morar com a sua futura mulher, etc).
Eu considero esse meu amigo sacerdote, um homem fantástico, de uma coragem extraordinária e de um amor ao Cristo, que se vê só em poucos sacerdotes; amor esse que ele deixa transparecer em suas homilias maravilhosas, das missas que celebra.

Que felicidade ver um homem de Deus, tão dedicado ao seu sacerdócio. Eu fico muito feliz em vê-lo rodeado de paroquianos ao final das missas, dando atenção a todos e com um sorriso cativante no rosto. Fico feliz ainda pelas mensagens que transmite em suas homilias, pela firmeza e paixão de como fala do Cristo e da Sua Igreja.

É meu jovem, esse meu amigo, deu, como se costuma dizer, uma guinada de 180 graus em sua vida. Aos Vinte e poucos anos de idade, começou tudo do zero e se atirou no escuro, de cima da montanha, nos braços de Cristo.
E você?
Ainda continua com dúvidas?

Vejamos, de uma forma simplificada, quais são os passos que devem ser dados por um jovem que se sente chamado para o sacerdócio:

- Em primeiro lugar o jovem deve sentir o chamado para o sacerdócio. Isso é algo pessoal, que pode se dar através de uma experiência própria com Deus, seja pela oração, pela vida comunitária, familiar ou de alguma outra forma. O importante é que em algum momento de sua vida, o jovem se sentiu atraído por Deus para ser um servo Seu, através do sacerdócio.
- Isso acontecendo, o jovem deve procurar um sacerdote, que ouvindo como foi o seu chamado e sentindo o que vai em seu coração, vai orientá-lo nos passos que deverão ser dados.
- O ideal é que o jovem a partir daí, procure o seu pároco de origem, que deverá, sentindo que pode se tratar de uma verdadeira vocação, encaminhá-lo ao Seminário. Caso por algum motivo o pároco de origem do jovem, não possa encaminhá-lo, por motivo de distância ou outro impedimento, o padre que o oriente espiritualmente, pode fazê-lo.
- Chegando ao Seminário, o jovem será encaminhado ao GVA (Grupo Vocacional Arquidiocesano). O GVA vai acompanhar esse jovem e ajudá-lo a descobrir a sua real vocação.
- Aprovado para o Seminário, o jovem vai participar da turma do Propedêutico (no caso do Rio de Janeiro, no Seminário Rainha dos Apóstolos). Lá ele permanecerá por 01 ano.
- Após esse período, o jovem ingressa na Filosofia, no Seminário São José (no caso Arquidiocese do Rio de Janeiro), onde cursará essa disciplina por 03 anos.
- Ao término desse período, o seminarista ingressa na Teologia, no mesmo Seminário São José, onde cursará por 04 anos essa disciplina.
- Ao final da Teologia, o seminarista é ordenado Diácono, indo prestar serviço em uma paróquia, por um período  de 06 meses.
- Após esse período, o diácono é ordenado Sacerdote, com as Bençãos de Deus .
Que o Divino Espírito Santo os ilumine!
Por: José Vicente Ucha Campos

Caso você queira compartilhar a sua experiência de vocação religiosa com outros jovens, traga para nós a sua história ou seus comentários. Quem sabe pela sua experiência de vida, outros jovens se sintam tocados.
Contate-nos. 
Que Deus abençoe a todos! 

domingo, 8 de maio de 2011

CHARGES 4

ADÃO E EVA 



ENCHENTE 



JESUS COM CARTEIRA DE MOTORISTA ?



PERDIDÃO X SAÍDA

sábado, 7 de maio de 2011

O QUE SIGNIFICA O "TAU" FRANCISCANO ?

O Tau é a última letra do alfabeto hebraico; a décima nona letra do alfabeto grego; sinal bíblico usado pelo profeta Ezequiel:


“Chamou o Senhor Deus o homem vestido de linho branco, que trazia à cintura os instrumentos de escriba e lhe disse: percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com um “T” na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem.” (Ez 9,3-4)

Todo aquele que tinha sido assinalado com o “T” foi poupado do extermínio.

São Francisco teve grande veneração por esta letra, pois lhe lembrava o grande amor de Cristo por nós.

Portanto, o Tau é: A lembrança da Redenção, da Cruz, do Amor; Sinal de penitência e conversão interior; Sinal de dor pelos pecados do mundo; Recordação de nosso batismo; nossa marca de Filhos de Deus; Sinal de salvação.

São Francisco selava o que escrevia com o Tau, para significar a densidade do Amor de Deus, concretizado na Cruz de Cristo, sinal de Salvação.

O MISTÉRIO DOS ANJOS: QUEM SÃO ELES ?

Ao colocar a palavra “anjos” num buscador de internet, é incrível a quantidade de informação que aparece, muitas contaminadas por doutrinas esotéricas. No entanto, é ainda mais curioso quando se busca imagens de anjos: seres fofinhos, bebezinhos; por vezes, afeminados, com bochechinhas vermelhas, asinhas simpáticas etc. Muitos artigos sobre os anjos estão, sem dúvida, contaminadas por doutrinas esotéricas. Inclusive, é possível encontrar um anjo específico para cada dia da semana, entre outras coisas absurdas. No entanto, é preciso dizer que também se encontra muita coisa boa.

Os anjos não são reencarnações, não são homens ou mulheres com asas, não são lugares nos quais se sente a presença de Deus, não são gnomos nem duendes, não são uma espécie de energia, nem tampouco uma fumaça branca. Um dos artigos bons que encontrei em internet foi o de P. B. Celestino que, em relação a isso, dizia: “a humanidade no seu conjunto pa rece obedecer a uma espécie de “lei do bêbado”: depois de uma queda para a direita, procura compen sá-la inclinando-se para a esquerda, e acaba caindo nessa direção. Assim, às épocas de racionalismo exacerbado e míope, seguem-se outras em que proliferam as mais tresloucadas fantasias e crendices, e a doutrina sobre os anjos é das que mais facilmente se prestam a essas deformações. O nosso tempo inclui -se entre as segundas, a julgar pelo número de “caricaturas” deformadas desses seres não-humanos ― sob a forma de duendes, gnomos, espíritos “desen carnados”, deidades e extraterrestres ― que se mistu ram inextricavelmente nas estantes das livrarias e lo jas de bibelôs, bem como nas cabeças de alguns…”

O calendário litúrgico da Igreja Católica celebra duas festas angélicas, no dia 29 de setembro, a festa dos três arcanjos – S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael – e, no dia 2 de outubro, os anjos da guarda. Quem são eles?

Talvez o Concílio da Igreja que mais se dedicou a explicar a doutrina sobre os anjos foi o Concilio de Latrão IV, no ano 1215. Nele se afirmou, num contexto de profissão da fé, que os anjos foram criados por Deus desde o inicio do tempo, também os demônios. No caso dos demônios, o Concilio nos diz que foram anjos criados bons, mas que depois se fizeram maus. Logicamente, houve pronunciamentos magisteriais sobre os anjos antes dessa data, por exemplo, o Papa Zacarias, no ano 745, rejeitou os vários nomes dos anjos, ficando somente com os de Miguel, Gabriel e Rafael porque a Sagrada Escritura só fala desses três. O Concilio de Aix-la-Chapelle, no ano 789, fez a mesma coisa.

O que nos diz a Bíblia sobre os anjos? Bastante. Os dicionários bíblicos dedicam a esse tema varias páginas. Em resumo: anjo vem da palavra grega angelos, que serviu para traduzir a palavra hebraica mal’ak, que – de maneira geral – significa “mensageiro”. Eles são filhos de Deus (Jó 1,6; 2,1), são protetores dos homens (Sl 90,11), moram nos céus (Mt 28,2), são de natureza espiritual (1 Re 22,19-21; Dn 3,86; Hb 1,14). Há anjos bons e anjos maus (Zc 3,1). Existem serafins (Is 6), querubins (Gn 3,24; Ex 25,22; Ez 10,1-20), tronos, dominações, potestades e principados (Cl 1,16), virtudes (Ef 1,21), arcanjos (1 Ts 4,15-16; Judas 9), anjos que cuidam dos indivíduos (Tb 5; Sl 90,11; Dn 3,49s; Mt 18,10). Nos Evangelhos também se lê que eles contemplam o rosto de Deus (Mt 22,30; 18,10) e se alegram pela conversão daqueles que estavam afastados de Deus (Lc 15,10), dizem ainda que eles levaram o corpo de Lázaro ao seio de Abraão (Lc 16,22).

Como se pode ver, as afirmações do Magistério da Igreja estão solidamente apoiadas pela Tradição Escriturística. Com relação aos três arcanjos, acontece a mesma coisa. Gabriel que significa “Deus é força” aparece em Dn 8,16; 9,21; Lc 1,19.26; Miguel que significa “Quem como Deus?” aparece em Dn 10,13.22; 12,1; Jud 9; Ap 12,7; São Miguel é o padroeiro de toda a Igreja; Rafael – “Deus cura” – aparece em Tb 3,25. A distinção mais divulgada de uma hierarquia entre os anjos aparece no livro De coelesti hierarquia – Sobre a hierarquia celeste – atribuído a Dionísio, o Areopagita, entre os séculos IV e V. Nessa obra, os anjos são distribuídos em três ordens, cada ordem formado por três coros, num total de nove coros angélicos: serafins, querubins e tronos fazem parte da primeira hierarquia; dominações, virtudes e potestades, formam a segunda hierarquia dos anjos; os principados, os arcanjos e os anjos estariam na terceira. Todos esses anjos têm – como resume o teólogo francês J. Daniélou – duas funções: louvar a Trindade Santíssima e guardar e defender tudo o que é de Deus.

O Catecismo da Igreja Católica diz que os anjos são criaturas pessoais, ou seja, dotadas de inteligência e vontade; são, ademais, imortais por serem puramente espirituais e superam em perfeição as criaturas visíveis (Cat. 330).

A perfeição dos anjos não permite, no entanto, que eles penetrem nas nossas consciências; temos que manifestar-lhes as nossas necessidades, mas basta falar com eles mentalmente e eles nos entenderão. O fato dos anjos serem pessoas (angélicas) nos faz ver que são capazes de relações de amizade e de fraternidade com as pessoas humanas. Os santos anjos são nossos amigos. Como seria bom se cultivássemos essa amizade frequentemente, conversando com eles, pedindo a sua proteção e agradecendo os seus favores. Nessas angélicas relações amistosas, o nosso anjo da guarda ocupa o primeiro posto, é o anjo que mais deveria ser tratado por nós.

A devoção aos anjos não contradiz a centralidade de Cristo, único Senhor.

Todos os anjos estão ao serviço de Jesus Cristo e é uma honra para eles servir a Cristo e a todos os seres humanos por amor ao Deus Uno e Trino. O Catecismo da Igreja destaca esse serviço humilde e eficaz a Cristo e a toda a Igreja (Cat. 333-335). Os santos foram muito devotos dos anjos. São Josemaría Escrivá, por exemplo, deixava que o seu anjo da guarda contasse o número de orações e mortificações que ele ia fazendo, tinha-o presente nos trabalhos apostólicos que realizava, chamava-o “Relojoeirinho” (porque era muito pontual em despertar-lhe e até consertou-lhe um relógio numa ocasião), dedicava as terças-feiras a tratá-lo mais intensamente, rezava ao anjo da guarda de alguém com quem tinha que conversar ou escrever-lhe uma carta; viu o Opus Dei no dia 2 de outubro de 1928, festa dos anjos da guarda; confiou os diversos trabalhos dessa nova fundação a cada um dos arcanjos. “Caminho”, esse clássico-moderno de espiritualidade, dedica nove pontos seguidos à devoção aos anjos. Como São Josemaría, poderíamos elencar vários outros santos cuja devoção aos anjos nos anima a ser mais amigos desses celestes espíritos.

Os anjos estão presentes na liturgia da Igreja, máxime quando a Santa Missa é celebrada. Os textos litúrgicos fazem referências a esses celestes adoradores de Deus. O “Glória a Deus nas alturas” foi uma oração entoada por eles (cfr Lc 2,13-14). As orações eucarísticas, na sua primeira parte, os prefácios, terminam “com os anjos e os arcanjos e com todos os coros celestiais” cantando o hino da glória de Deus que é o “Santo, Santo, Santo”, hino dos serafins (cfr. Is 6). Na oração eucarística I ou Cânon Romano, a oferenda é levada ao Deus todo-poderoso “per manus sancti angeli”, ou seja, pelas mãos do santo anjo. São Beda dizia que “da mesma maneira que vemos como os anjos rodeavam o corpo do Senhor no sepulcro, devemos crer que estão fazendo a corte a Jesus na consagração”.

Enfim, toda a vida do novo Povo de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, recebe a proteção dos anjos. São Miguel Arcanjo é padroeiro de toda a Igreja. Nós, membros da Igreja, podemos intensificar nos próximos dias a nossa devoção a esses celestiais guardiões da nossa fé, esperança e caridade, do nosso trabalho pela causa de Deus e do nosso caminho rumo ao céu. Sejamos gratos aos nossos anjos da guarda e, sobretudo, agradeçamos ao Senhor por esses angélicos companheiros.

Por: Pe. Françoá Costa

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Referência bibligráfica: A. VACANT, “Ange”, in F. VIGOUROUX (ed.), Dictionaire biblique, I,1 A, Paris : Letouzei et Ané, 1895, 576-590. A. V. de PRADA, O Fundador do Opus Dei (3 volumes), São Paulo: Quadrante, 2004. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, n. 325-336. F. F. CARVAJAL, Antología de textos para hacer oración y para la predicación, Madrid: Palabra, 1983, 85-95. J. DANIÉLOU, O mistério do Advento, RJ: Agir, 1958. P. B. CELESTINO, Os anjos, São Paulo: Quadrante. O artigo de P. B. CELESTINO, “Os anjos e o nosso anjo” se encontra em http://www.quadrante.com.br/ sessão “artigos >> doutrina e teologia” (visitada no dia 26/09/2010). P.-M. GALOPIN, “Ángel”, in P.-M. BOGAGERT e outros (responsáveis), Diccionario Enciclopédico de la Biblica, BARCELONA: HERDER, 1993, 73-76.

Fonte: site www.presbiteros.com.br 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Quais são os Dogmas Marianos ?

Os Dogmas Marianos são quatro:

1 - Maria, Mãe de Deus.

O Concílio de Éfeso (431), sob o Papa São Clementino I (422-432), definiu solenemente que: “Se alguém afirmar que Cristo não é verdadeiramente Deus, e que portanto, a Santíssima Virgem não é Mãe de Deus, porque deu à luz segundo a carne ao Verbo de Deus feito carne, seja excomungado”. (Dz.113).
Maria gerara a Cristo segundo a natureza humana, mas quem dela nasce, ou seja, o sujeito nascido, não tem uma natureza humana, mas sim o suposto divino que a sustenta, ou seja, o Verbo. Daí que o Filho de Maria é propriamente o Verbo que subsiste na natureza humana; então Maria é verdadeira Mãe de Deus, posto que o Verbo é Deus. Cristo: Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem.
Nas Sagradas escrituras existem diversas passagens que ratificam esse dogma. Vejamos:
Is 7,14 : “Eis que uma virgem conceberá e dará a luz a um filho e o chamará Deus conosco”.
Lc 1,31 : “Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus”.
Lc 1,35 : “O anjo lhe respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus”.
Gl 4,4 : “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher...”

2 - A Virgindade de Maria.

Em sentido próprio é a integridade física dos órgãos reprodutivos. Muitas vezes a virgindade de Maria foi atacada pelos hereges. É verdade da fé católica que Nossa Senhora ficou perfeitamente sempre virgem, antes do parto, no parto e depois do parto.
No Símbolo Apostólico se diz: “Nascido de Maria Virgem”; nas antigas liturgias é frequente o título de Maria sempre virgem. No Concílio Romano do ano 649, se define Maria Imaculada, sempre virgem, que concebeu sem concurso de homem e ficou também intacta depois do parto.
Na Sagrada Escritura, temos o famoso trecho de Isaias 7,14, conforme descrito acima. O texto é certamente messiânico e portanto a Virgem é Maria. No Evangelho cita-se esta profecia (Mt. 1,18-23) e se conta com exatas palavras o nascimento virginal de Jesus, por obra do Espírito Santo. Os Padres da Igreja, no trecho de Ez. 44,2, veja a virgindade de Maria depois do parto: “este pórtico ficará fechado. Não se abrirá e ninguém entrará por ele, porque por ele entrara Iahweh, o Deus de Israel, pelo que permanecerá fechado”.
Toda a Tradição é concorde em defender a virgindade perpétua de Maria: Santo Agostinho afirma: “A Virgem concebeu, a Virgem ficou grávida, a Virgem deu a luz, a Virgem é virgem perpétua”. A razão teológica deste dogma é clara e tão simples, ela está na divindade do Verbo e na maternidade de Maria, ao qual repugnou toda a corrupção.

3 -
 A Imaculada Conceição de Maria.

O Papa Pio IX, na Bula “Ineffabilis Deus”, de 8 de dezembro de 1854 definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria: “Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua conceição, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus, portanto, deve ser firme e constantemente acreditada por todos os fiéis”. (Dz. 1641).
Maria desde o primeiro instante que é constituída como pessoa no seio de sua mãe, o é sem mancha alguma de pecado. E como foi concebida sem pecado:
- Ausência de toda mancha de pecado.
- Lema da graça Santificante.
- Ausência da inclinação para o mal.
Este privilégio e dom gratuito foi concedido apenas à Virgem Maria, e a nenhum outro ser humano, em atenção àquela que havia sido predestinada para ser a Mãe de Deus.
Em previsão dos méritos de Cristo, porque a Maria, a Rdenção foi aplicada antes da morte do Senhor.
As Sagradas Escrituras nos revelam passagens a esse respeito:
Gn 3,15 : “Porei hostilidade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirá o calcanhar”.
Lc 1,28 : “Alegra-te cheia de graça, o Senhor está contigo”.
Lc 1,42 : “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!”

4 - A Assunção de Maria.

O Papa Pio XII, na Bula “Munificentissimus Deus”, de 1 de novembro de 1950, proclamou solenemente o dogma da assunção de Maria ao céu: “Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assumpta em corpo e alma à glória celeste”. (Dz. 2333).
A Virgem Maria foi assumpta ao céu imediatamente depois que acabou sua vida terrena; seu Corpo não sofreu nenhuma corrupção como sucederá com todos os homens que ressuscitarão até o final dos tempos, passando pela decomposição.
O essencial do dogma é que a Virgem Maria foi levada ao céu em corpo e alma, com todas as qualidades e dotes próprios da alma dos bem-aventurados e igualmente com todas as qualidades próprias dos corpos gloriosos.
Se entende melhor tudo ao recordar:
- Maria foi isenta de pecado original e atual.
- Teve a plenitude da graça.
Fundamentos desse dogma:
Desde os primeiros séculos foi um sentir unânime da fé do povo de Deus, dos cristãos. Os Santos Padres e Doutores, manifestaram sua fé nesta verdade:
• São João Damasceno (séc.VII): “Convinha que aquela que no parto havia conservado a íntegra de sua virgindade, conservasse sem nenhuma corrupção seu Corpo, depois da morte”.
• São Germano de Constantinopla (séc. VII): “Assim como um filho busca estar com a própria Mãe, e a Mãe anseia viver com o filho, assim foi justo também que Tu, que amavas com um coração materno a Teu Filho, Deus, voltasses a Ele”.
A assunção de Nossa Senhora foi transmitida pela tradição escrita e oral da Igreja. Ela não se encontra explicitamente na Sagrada Escritura, mas está implícita.
Nossa Senhora quando terminou a sua missão aqui na terra tinha por volta de 72 anos, conforme a opinião mais comum.
A sua “morte” foi suave, chamada de “dormição”.
Quis Nosso Senhor dar esta suprema consolação à sua Mãe Santíssima e aos seus apóstolos e discípulos que assistiram a “dormição” de Nossa Senhora, entre os quais se sobressai S. Dionísio Aeropagita, discípulo de São Paulo e primeiro Bispo de Paris, o qual nos conservou a narração desse fato.
Diversos Santos Padres da Igreja, contam que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém 
na noite que precedera o desenlace da Bem-Aventurada Virgem Maria.

Fonte: Blog Alicerçando a Fé (www.alicercandoafe.blogspot.com)

49ª AG da CNBB: Assembleia aprova criação da COMISSÃO PARA A JUVENTUDE


Os bispos que participam da 49ª Assembleia da CNBB acabam de aprovar a criação de uma Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude. Com a decisão, os assuntos de juventude que eram tratos num dos Setores da Comissão para o Laicato ficam sob a responsabilidade da nova Comissão.
A proposta de uma Comissão exclusiva para a Juventude foi um pedido dos bispos referenciais da Juventude nos 17 regionais da CNBB e defendida na Assembleia pelo bispo auxiliar de Campo Grande (MS), dom Eduardo Pinheiro, atual responsável pelo Setor Juventude da CNBB.
Um dos principais argumentos usados por dom Eduardo foi a opção da Igreja no Brasil pela urgente evangelização da juventude, expressa no Documento 85 da CNBB “Evangelização da Juventude”.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Amanhã, dia 05/05 é o “Dia C da Evangelização!” Vamos mobilizar as mídias sociais

Atenção Juventude Católica do Rio de Janeiro, a Arquidiocese do Rio de Janeiro nos convida para que amanhã, quinta-feira, dia 5 de maio, usemos as mídias sociais preferencialmente para levar mensagens cristãs à Internet. Será o “Dia C da Evangelização”, em comemoração ao Dia Nacional da Comunicação. A campanha é também um ensaio para a celebração do 45º Dia Mundial da Comunicação, neste ano comemorado em 5 de junho.

— Pensamos não em “Dia D”, mas em “Dia C” exatamente para dar ênfase à “Comunicação Católica de Cristo”. Nosso objetivo é levar todos aqueles que fazem parte do nosso dia a dia no mundo virtual a terem pelo menos um breve contato com a mensagem do Evangelho. Se cada católico se comprometer com a campanha vamos atingir uma grande quantidade de pessoas, explicou o coordenador arquidiocesano da Pastoral da Comunicação (Pascom), Padre Márcio Queiroz.

A iniciativa pastoral, promovida pela Arquidiocese do Rio, pretende mobilizar especialmente a juventude, de forma que pelo Orkut, Twitter, Facebook e outros cada católico se comprometa a levar a Palavra de Deus ao mundo pela Internet, sem abrir mão da criatividade e ousadia que os novos aparatos tecnológicos possibilitam. A campanha pode ajudar a formar uma identidade católica no mundo virtual.

— Usar as redes não pode ser algo despretensioso da nossa parte. É preciso saber que os meios levam a exercer atitudes de persuasão, e que, por isso mesmo, é necessário que haja em nós um estilo cristão de presença no mundo virtual, o que também abrange conteúdos declaradamente religiosos e testemunho de vida, disse o Vigário Episcopal para a Comunicação Social, Padre Marcos William Bernardo.

Para que esta evangelização nas redes sociais aconteça de maneira sincronizada, o assessor para mídias sociais da Arquidiocese, Padre Jefferson Gonçalves de Araújo, sugere que no Twitter seja colocado em cada mensagem o Hashtag "#ComunicarEvangelizando" , inaugurado especialmente para o "Dia C da Evangelização".

Integrantes da Pascom já estão se organizando e criando o que desejam comunicar. Entre eles parece unânime que a ocasião é oportuna para atingir os que não têm fé e também aqueles que participam de outras religiões.

— Acho importante os católicos conseguirem alcançar, especialmente nesta data, principalmente aquelas pessoas que não estão na Igreja. Mensagens que propaguem a paz, a unidade e o amor, inspirando atitudes concretas, trazem em si o próprio Cristo e têm a força de levar à reflexão. Pretendo aderir à campanha desse jeito, contou o agente da Pascom do Vicariato Urbano, Victor Gonzalez.

O Dia Nacional das Comunicações foi escolhido em homenagem ao nascimento, em 1865, do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, patrono das comunicações do Brasil.
Fonte: site da Arquidiocese do Rio de Janeiro (www.arquidiocese.org.br)

BLOGUEIROS CONVIDAM IGREJA A NÃO TER MEDO DO DEBATE

Primeiro encontro no Vaticano

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 4 de maio de 2011 
Os participantes do encontro com blogueiros, organizado em 2 de maio no Vaticano pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais e pelo Conselho Pontifício para a Cultura, lançaram um apelo à Igreja a não ter medo do debate.

Os 150 blogueiros formaram uma assembleia muito diferente da que geralmente se reúne na Via dell'Ospedale, junto à Via della Conciliazione. Assim que se sentaram, praticamente todos ligaram seus laptops ou pegaram seus telefone celulares para se conectar à internet.
E durante o encontro, a discussão no Facebook e no Twitter alcançou uma intensidade tremenda.
Um encontro, portanto, tanto físico quanto virtual, para permitir que os outros 750 blogueiros inscritos, que por falta de espaço não puderam participar, pudessem acompanhá-lo de perto.

Esta reunião pretendia ser muito aberta, como declarou o presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, no início da sessão, afirmando que não se tratava de "um encontro de blogueiros católicos, embora muitos de vocês se inspirem nos valores do Evangelho, mas de um momento motivado sobretudo por um diálogo respeitoso, como o Papa nos convida, muitas vezes: um respeito pela verdade".

O primeiro painel abriu a palavra a vários dos blogueiros, que destacaram a importância dessa forma de comunicação na internet. Segundo eles, por meio dos blogs, a fé pode ser transmitida e as discussões são realizadas entre as pessoas presentes na rede.
Citando as palavras de João Paulo II, Andrés Beltramo, autor do blog "Sacro e profano", correspondente em Roma da agência ‘Notimex', convidou a Igreja a não ter medo de abrir estes debates. Este foi um conselho retomado pelo autor italiano de vários blogs, Mattia Marasco, quem convidou a Igreja a "atrever-se mais" neste campo.

Os primeiros cinco a tomar a palavra insistiram no aspecto missionário dos blogs.
O Pe. Roderick Vonhögen confessou que descobriu quase por acaso a força e o poder dos blogs. Enviando vídeos pela internet, ele se tornou "um pastor para pessoas que precisam dele" e que o buscam na internet. Este sacerdote holandês, que publica suas intervenções em inglês, compara sua atividade pastoral na rede à construção de uma comunidade local.

O Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, indicou um dos aspectos mais importantes dos blogs para a comunidade cristã: "Os blogueiros católicos são a opinião pública na Igreja. O magistério conciliar previa esta realidade, que não foi muito desenvolvida".

Outros representantes da Santa Sé ilustraram a escassez de recursos da Igreja para estar presente na internet, o que promoveu nos últimos tempos o uso das redes sociais - que estão sendo utilizadas de maneira particularmente eficaz pela organização da próxima Jornada Mundial da Juventude, segundo se constatou.

Este encontro de breve duração foi apresentado por Dom Celli como o início de outras possíveis iniciativas de maior envergadura. Para a Santa Sé, reconheceu ele, o evento serviu para chegar a "uma conscientização oficial da existência e da importância da blogosfera na vida de hoje".

No rosto dos blogueiros, por outro lado, foi constatada a alegria provocada pelo encontro com colegas de outros cantos do mundo, com interesses comuns.

Um elemento surgiu com clareza das discussões: o nascimento de um novo tipo de presença pastoral na internet, até o ponto de que, segundo o sacerdote italiano Marco Sanavio, hoje é necessária a figura do "web-pastor".
Uma missão que surgiu em várias ocasiões no encontro e que foi claramente apresentada por François Jeanne-Beylot: "Se Cristo viesse pregar hoje, não subiria numa montanha ou num barco, mas iria ao Twitter ou criaria um blog".
(Stéphane Lemessin)
Fonte: www.zenit.org

segunda-feira, 2 de maio de 2011

COMO DEVEMOS NOS COMPORTAR E TRAJAR PARA PARTICIPAR DA SANTA MISSA?

A Santa Eucaristia é a "fonte e ápice de toda a vida cristã". "Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa."

"A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus, pelas quais a Igreja é ela mesma, a Eucaristia as significa e as realiza. Nela está o clímax tanto da ação pela qual, em Cristo, Deus santifica o mundo, como do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por Ele, ao Pai." 


Finalmente, pela Celebração Eucarística já nos unimos à liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando Deus será tudo em todos (1 Cor 15,28).


Em sua palavra, a Eucaristia é o resumo e a suma de nossa fé. "Nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia, e a Eucaristia, por sua vez, confirma nossa maneira de pensar."


A Santa Missa é o momento maior em que toda a Igreja de Cristo: a militante (que somos todos nós, povo de Deus), a padecente (dos que estão no purgatório) e a triunfante (dos que já habitam os céus), se une para celebrar o grande Mistério Pascal de Jesus.


Dessa forma queridos amigos e amigas, é de suma importância que participemos da Santa Eucaristia, de forma alegre mas, respeitosa. Pois estamos participando da Ceia do Senhor Jesus.


A forma respeitosa a qual devemos ter durante toda a Santa Missa, está relacionada a diversos aspectos. Citamos alguns deles:


ENTRADA NA IGREJA


Devemos sempre, no mínimo, fazer a vênia, ao entrarmos na casa de Deus. Isso significa que reconhecemos a santidade e o poder daquele em cuja casa (Igreja) estamos entrando. Além é claro, da obrigação que temos como cristãos, de cumprimentar o Senhor de nossas vidas.
É como se, durante o nosso dia-a-dia, chegássemos na casa de alguém, conhecido nosso ou não, e não cumprimentássemos os donos da casa. É uma tremenda falta.

VESTIMENTA

A roupa com a qual devemos participar da Santa Missa, homens e mulheres, deve ser tal que represente de forma adequada o nosso respeito para com o dono da casa, ou seja, o próprio Cristo Jesus.
Não se deve usar nada que seja motivo de "escândalo" para os outros nossos irmãos, pois isso é sinal de que estamos com a roupa errada para o local onde estamos: a Igreja de Cristo.

O maior desafio para os fiéis que frequentam a Igreja, é o verão, época de calor intenso. Nesse período é normal que queiramos colocar roupas leves e se possível "reduzidas", tais como: bermudas e camisetas para os homens; e, para as mulheres: saias curtas, blusas tomara-que-caia ou mesmo blusas sem alças e com decotes acentuados na frente e nas costas etc.

Queridos amigos e amigas, ninguém vai à praia de terno ou de vestido longo, nem tampouco vai a um velório de sunga de praia ou de maiô. Então, por que ir à Missa, na casa de Deus, com roupas inadequadas. Alguns parecem até que vão para a praia, de bermuda curta e camiseta ou para um jogo de futebol, todo uniformizado, só faltando as chuteiras.

A etiqueta e as regras de convivência em nossa Sociedade, nos ajudam a pensar e nos diz que "devemos usar a roupa adequada para cada momento". Devemos ter o cuidado, então, para não usarmos a roupa errada, no momento errado e no evento errado.


Quando falamos em roupas adequadas para a participação na Santa Missa, não estamos falando em nada demais, nada luxuoso ou caro; pelo contrário, estamos falando de roupas que podem ser muito simples, como por exemplo, uma calça jeans e uma camiseta, roupa que todos têm em sua casa, mas que são muito mais adequadas do que uma bermuda ou uma blusa tomara-que-caia, por exemplo.


É claro que o mais importante de tudo isso, é a presença das pessoas na Santa Missa. Mas, que essa presença, mesmo que seja da forma a mais simples possível, seja, no entanto, digna da casa de Deus. E rezamos para que ninguém se afaste da Casa do Senhor por um motivo de não querer ou poder se vestir dignamente para Ele. Antes disso, converse com o seu pároco ou com o seu orientador espiritual.

Queridos amigos e amigas, que grande sacrifício fazemos para Jesus, aquele que deu Sua vida por nós, se sentirmos um pouco de calor durante a Missa, devido a estarmos usando a roupa adequada e respeitosa para a Celebração Eucarística ? Acho que não é tão grande sacrifício assim, tendo em vista tudo o que Ele fez e sofreu por nós !

- PARTICIPAÇÃO NA MISSA

Há muito tempo que todos nós cristãos católicos sabemos que devemos participar da Santa Missa e não simplesmente assistí-la. A Missa não é um show para que venhamos assistí-lo. Ao contrário, a Missa é uma Celebração e como o nome já diz,devemos celebrar o Cristo, com alegria, mas, com respeito. Por isso a nossa participação deve ser no sentido de acompanharmos todos os momentos da Sagrada Liturgia e entender a grandiosidade dos mistérios que acontecem durante a celebração. Devemos acompanhar todas as leituras, meditando sobre elas; responder em voz alta nos momentos certos; louvarmos com cânticos; adorarmos e, silenciarmos e meditarmos nos momentos que são para isso.

Não devemos dessa forma, ir para a Santa Missa, e ficarmos conversando com o nosso vizinho de banco, quando a homilia não nos atrai (lembremos que é Deus que está nos falando, através do sacerdote) ou durante o ofertório, ou ainda, durante a comunhão etc.

Não devemos ficar comendo ou bebendo durante a celebração. A não ser em casos de extrema necessidade, como de tomar remédios com hora marcada.

Não devemos ficar circulando pela Igreja, indo ao banheiro ou ao bebedouro toda hora. 

Não devemos ainda, atender o telefone celular e ficar "batendo papo" com alguém durante a celebração.

Enfim, amigos e amigas, devemos sim, aproveitar ao máximo esse momento de Graça de Deus, que é a Santa Missa, para bebermos da Sua Palavra e comermos do Seu Corpo e Sangue, na Eucaristia. E para isso já devemos estar reconciliados com Deus através de uma boa confissão pessoal, pela qual teremos os nossos pecados perdoados e estando assim preparados por dentro (espiritualmente) e por fora (com comportamento respeitoso) para sentirmos a Sua presença em nossa vida.
Saiamos assim, fortificados pela Santa Eucaristia e, em paz, para mais uma semana de luta pela vida em nossas famílias, no nosso trabalho, na escola etc.

Não deixemos a Graça abundante de Deus passar sem que tomemos posse.
Tenham todos uma Santa e Feliz Eucaristia no próximo domingo (o Dia do Senhor).

Por: José Vicente U.Campos

quinta-feira, 28 de abril de 2011

PIERCINGS TROCADOS POR ROSÁRIOS

A integridade corporal e a saúde não devem ser sacrificadas a modismos

Um grupo de jovens católicos iniciou, em Roma, um trabalho de evangelização que consiste em oferecer aos jovens rosários em troca de piercings. É a Associação Papaboys, que fica num bairro próximo ao Vaticano; eles já acumulam mais de mil piercings de formatos, cores e tamanhos diferentes.

“Vamos derreter tudo e criar um coração em homenagem a Maria, mãe de Jesus”, disse à BBC Brasil Daniele Venturi, presidente da associação. “Queremos que esses jovens encontrem o caminho da verdade”.

Esses jovens católicos vão pelas ruas da capital da Itália oferecendo aos jovens o rosário em troca do piercing, dizendo: “Me dá teu piercing em troca de um rosário. Vamos rezar juntos”? E “Para que colocar mais um peso na cabeça? Larga este ferro. Te liberta”.

A presidente da referida associação afirma que os Papaboys não iniciaram uma guerra contra os piercings, mas que apenas encontraram uma maneira divertida de se aproximarem dos jovens e trazê-los para Deus.

A associação foi criada depois do Jubileu da Juventude, evento realizado em Roma, em 2000, que reuniu mais de dois milhões de jovens. O nome escolhido é o mesmo que eram chamados os jovens que seguiam o Papa João Paulo II nas Jornadas Mundiais da Juventude, realizadas desde 1985, evento conhecido como “Woodstock católico” – em uma alusão ao célebre festival americano da década de 60. A associação conta com 10 mil jovens filiados em todas as regiões italianas.

“João Paulo II é o nosso principal inspirador. A coisa mais linda que ele ensinou aos jovens de todo o mundo é saber reconhecer a figura de Cristo no rosto de todas as pessoas”, ressalta Venturi.

“É uma brincadeira”, afirma ela. “Achamos que os jovens vivem pressionados por seguir a moda neste mundo em que tudo gira velozmente. Propomos um ferro diferente do piercing: um rosário, que é muito mais profundo, pode libertá-los e aumentar a potência dos seus corações”.

Na avaliação dos Papaboys, o piercing é trocado em nome de uma nova amizade. Afinal, todos aqueles que abandonam o adorno são convidados para participar da associação. “Jesus e os apóstolos formavam um grupo de amigos”, diz Venturi. “Os Papaboys também”. Eles chegam pedindo o piercing e acabam convidando as meninas para participar de um grupo de oração. Os rapazes podem também integrar o time de futebol da associação.

O estudante Michele Biaggio, de 22 anos, dá o seu testemunho quando foi abordado. “Achei que era uma brincadeira e tirei o piercing que tinha no lábio dando muitas gargalhadas. Só descobri que era era sério quando eles me mostraram o rosário”, relata. “Gosto da iniciativa. Gosto de saber que tem alguém preocupado com os jovens católicos” (Fonte: www.bbcbrasil.com)

Os médicos dermatologistas chamam a atenção para o perigo do piercing transmitir doenças graves como as hepatites e até mesmo a AIDS. Isso acontece porque frequentemente os que realizam a introdução do piercing, fazem a tatuagem ou a automutilação do corpo não tomam as necessárias cautelas higiênicas. 

Verifica-se que em cada cinco um adolescente é contagiado assim, ao passo que as adolescentes são duas vezes mais afetadas. Os piercings costumam ser fixados em partes do corpo muito impróprias: na língua, umbigo, lábios, e até nos órgãos genitais, o que mostra um comportamento exótico e excêntrico. Às vezes são usados vários anéis fixados através do pavilhão da orelha, e que podem acarretar necrose da cartilagem. O jovem cristão não precisa disso.

“Do ponto de vista ético, a prática dos piercings e afins só pode ser rejeitada, pois contribui para afetar negativamente o corpo e a saúde dos usuários. A lei de Deus manda preservar a vida. A integridade corporal e a saúde não devem ser sacrificadas a modismos. Aos pais compete incutir aos filhos uma escala de valores que esteja acima de modismos e ondas do momento, que prejudicam o autêntico desenvolvimento físico e moral dos adolescentes” (D. Estevão Bettencourt)

Por: Prof. Felipe Aquino
Fonte: Blog do Prof.Felipe Aquino - Canção Nova